Tive o privilégio de conseguir uma entrevista com o Grande José Bassit. Seu trabalho é reconhecido e conhecido na imprensa pela força e mensagem que passa.

Para quem não o conhece ainda, uma breve apresentação:

Ele é fotógrafo desde 1985 e já teve seus trabalhos publicados nos principais jornais e revistas brasileiros. Em 2003 publicou o livro “Imagens Fiéis” (Editora Cosac&Naify), sobre a religião e a fé do povo brasileiro. Suas obras integram acervos de instituições como a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte de são Paulo.

Entre as principais exposições individuais de que participou estão: The London Underground, na estação Santa Cecília do Metrô, São Paulo (1985); Por onde anda a fé, no Centro Cultural Fiesp, São Paulo, dentro do V mês internacional de Fotografia (2001); Imagens Fiéis, no Centro de Estudos Brasileiros em Maputo, Moçambique (2003); Cortes Modernos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (2004); Imagens Fiéis na Galeria Zoom, Paraty/RJ (2005); Rememorações, no Espaço Porto Seguro de Fotografia, São Paulo (2006); Instalação Cortes Modernos, no Sesc Pompéia, São Paulo (2007); Imagens Fiéis, no Museo de los Ninõs, em San José , Costa Rica (2008). Entre as principais exposições coletivas se destacam: III Bienal de Fotografia de Curitiba, Paraná (2000); Acts of Faiths, no Contemporary Brazilian Photograph, no Asmolean Museum, em Oxford, Inglaterra  (2002);Brasiliens Gesichter, no Ludwig Museum, em Kloblens, Alemanha (2005); Brésil, Hèritage Africain, no Musée Dapper, em Paris, França (2005); “Extremos”, na 23a Bienal Europalia Arts Festival, no Museu Bozar, em Bruxelas, Bélgica (2011); Mostra Arcapress de Fotografia Documental –Galeria Zona5 em São Luiz, Maranhão, dezembro de (2013); A Paisagemda Cidade – Curadoria de Cristiano Mascaro, no Sesc Santana- SP, emdezembro de (2013); Exposição “Brasil”, no Edifício da rua Lobau, 4, em Paris, França,2014.

Sou fã mesmo dele e a influência de José Bassit em minhas fotos é enorme. Aprendi a dar meus closes observando o trabalho dele. Então, vamos absorver e sorver o que este grande profissional das lentes pode oferecer para nós aqui no Artenavida. Boa Leitura!

José Bassit é fotógrafo desde 1985 e logo que se formou foi morar em Londres onde fez alguns cursos e teve a oportunidade de fazer o melhor dos laboratórios: frequentou galerias e bibliotecas de fotografias aos montes. Voltando ao Brasil, fez um ensaio sobre o metrô Londrino o que o levou a trabalhar na Grande Imprensa de São Paulo.

Assim, começo minha conversa com este grande profissional das lentes.

ANV: Quando começou a fotografar, como foi?

JB: Comecei ainda na faculdade. Através de um amigo que me apresentou a fotografia, surgiu meu interesse pelo fotojornalismo. Ainda na faculdade, fiz minha primeira viagem para documentar uma aldeia indígena, dos Karajás, nos anos 80.

ANV: O que o levou a fotografar a fé?

JB: Fotografar a fé foi um acaso. Trabalhava no jornal O Estado de São Paulo na época, em 1998, e resolvi que tinha que fotografar o Brasil. Estava cansado de só fazer pautas para o jornal, e um colega me aconselhou a ir para Juazeiro do Norte, CE, a terra de Padre Cícero, para eu realmente ver o Brasil e o povo brasileiro. Foi amor a primeira vista. Me apaixonei pelo que acontecia lá, e me impressionei com a fé das pessoas. Depois disto foram 27 viagens pelo Brasil fotografando as manifestações religiosas, e depois o livro Imagens Fiéis.

ANV: Qual experiência mais marcante ao fotografar a fé das pessoas?

JB: Todas foram importantes e prazerosas, mas uma foi mais marcante. Foi na virada do milênio, de 1999 para 2000, onde ficamos dois amigos e eu, fotografando os penitentes nordestinos, que acreditavam que o mundo ia acabar. Acabei passando a meia noite do dia 31 de dezembro de 1999 dentro de um cemitério, no sertão do Ceará, com um grupo de penitentes se auto flagelando. Foi uma experiência e tanto.

ANV: Click preferido:

JB: A sala de velas de Aparecida do Norte, durante a festa de Nossa Senhora Aparecida. Foi um momento de luz única, que seria muito difícil de refazer.

ANV: obs:a foto que JB escolheu para ilustrar esta entrevista é seu click preferido da sala de velas de Aparecida do Norte.

ANV: Descreva un trabalho que foi divisor de águas na sua carreira de fotógrafo

JB: Acredito que foi meu trabalho da fé, pois ele me deu o que eu estava esperando da fotografia, ou seja, eu fazer minhas próprias matérias, sem tempo para entregar e sem ter que dar satisfação a ninguém. Foi uma fase muito importante para mim.

ANV: Suas principais inspirações, referências de fotografia. Pode citar os principais fotógrafos que te inspiram por exemplo, ou artistas cujo trabalho te influencia.

JB: Tenho como meus grandes mestres Cartier Bresson, Andre Kertész e Jose f Koudelka. Mas quem me influenciou muito na minha nova fase de fotógrafo foi Cristina Garcia Rodero, da Magnum, além é claro de Sebastião Salgado.

ANV:José Bassit por José Bassit em um parágrafo:

JB: Uma pessoa que tenta deixar o mundo melhor para todos através da fotografia.

ANV: Próximos trabalhos em vista:

JB: Estou em andamento com o trabalho sobre o Baixo Augusta, uma região boêmia de SP. Já tenho um bom material, mas uma grande cirurgia que sofri no começo do ano fez com que eu parasse de fotografar. Depois de recuperado, espero voltar e finalizar o projeto.

ANV: O que espera do futuro? Como pessoa e como artista.

JB: Espero, neste momento, me recuperar o mais rápido possivel desta doença e ter minha saude integral de volta. E voltar a fotografar a rua.

Querido José  Bassit, também esperamos o melhor para você. E certamente acontecerá. Andei vendo umas publicações sobre o baixo augusta e jpa estou sedenta por mais. è muito talento e arte nas suas lentes e mãos. Em breve você estará nas ruas fazendo o que mais ama!

Para curtir mais do trabalho do Fotógrafo José Bassit, acesse e curta sua página https://www.facebook.com/José-Bassit-318610315138246/. Você não pode perder!

Boas Artes José Bassit! Boas Artes Pessoal!

 

 

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