(Foto e Obra “Um Estranho no Ninho” de Patrícia Amato)

Nós Artistas, passamos por fases. Esta Obra acima, gosto muito e foi meu primeiro exercício com meu Mestre Sérgio Grecu, quando fazia aulas com ele. Pode não parecer, mas sofri horrores para pintar. Lembro que era verão, e um pouco pelo calor e muito pelo meu nervosismo, minhas gotas de suor escorriam pelo rosto e pingavam nesta tela.

Acho que a estranha no ninho, era eu. Esta tela me desafiou muito na época e hoje eu a pintaria facilmente. Pintei muitas outras depois dela, bem mais difíceis e trabalhosas, mas foi graças a esta tela, à minha força de vontade e a um excelente Mestre que tudo deu certo.

Vamos às dicas que eu aprendi pintando “Um Estranho no Ninho” que gostaria de compartilhar com vocês:

  1. A pincelada. Fundamental a pincelada correta para dar um efeito plástico bom, principalmente na tinta acrílica. Na entrevista que fiz com Sérgio Grecu, pedi para ele exemplificar ao vivo a pincelada nas mãos, (sem tela) e ele fez. Para assistir a entrevista e a dica da pincelada, clique aqui
  2. Os pincéis. Fundamentais para o tipo de acabamento que você precisa. Eu usei os de cabo vermelho da tigre, os chatinhos de pelo curto. Só uso eles. (não é publi). Dão o acabamento bom para as pinceladas e são de bom custo-benefício.
  3. As tintas. Uso nacionais para acrílicas e importadas para óleo. Procure as de melhor concentração de pigmentos e que caibam no seu bolso. Usei nesta tela, acrílicas da corfix ( não é publi).
  4. Os acabamentos – aiaiaiai – ouso dizer que o acabamento define a qualidade final da Obra, tanto quanto a ideia que ela passa. Acabamento significa uma coisa bem feita, mostra uma boa técnica, mesmo quando a obra é propositalmente desconstruída  ou abstrata. Os pincéis que eu citei, me ajudam no acabamento para o tipo de obra que eu me proponho a fazer. Mas existem tantos tipos de acabamento. Os impressionistas, os espatulados, os mistos com colagem, são técnicas diferentes. E percebemos se uma obra está bem acabada ou mal feita. Então, capricho é fundamental.
  5. Se estiver muito difícil, continue a  trabalhar. O Sérgio sempre me diz e até hoje levo este eco no meu ouvido: “trabalhe, trabalhe, trabalhe”
  6. Por fim. Perder o medo de errar. A única certeza que nós humanos temos é de que sim, vamos errar. Mas tudo é possível de ser corrigido. Alíás, na vida, quanto mais numa obra em andamento! Então, errou?  Vamos corrigir. Como? Dá para pintar por cima, aos pouquinhos, com calma.  Repintar. Precisa de ajuda? Peça sim, a alguém mais experiente, eu faço isso quando preciso, quer dizer,  fazemos, vários de nós Artistas.

Encorajo qualquer pessoa que queira se aprimorar a começar a pintar melhor. É possível. Então, vamos lá! A prática é a melhor amiga do aprimoramento.

Boas Artes!

 

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