(Foto de André Santos. Eu com a Borboleta Caligo, bons presságios)

Penso que o próprio artista precisa tornar-se empreendedor de sua Arte. Não significa com isso que ele não deva mais ter curadores ou galerias com ele, ao contrário. Mas sim, que deva escolher a dedo quem estará a seu lado. Mas, muito a dedo mesmo. Afinal, estamos onde estamos pois há anos um Modelo instaurou-se e nós Artistas, pouco vendemos. E este modelo instaurou-se também porque nós ate hoje “compramos” ele.

Acredito que antes de tudo, o Artista precisa tornar-se o maior divulgador de seu trabalho.  A começar pelas vernissages. Falemos um pouco sobre elas. Como poderíamos modificá-las para tornarem-se trabalho prazeroso de venda? Afinal, gastamos nossos recursos para estarmos lá.

Então pensei numa lista (eu e minhas listas do que fazer) para as Vernissages que gostaria de participar. E torná-la prazerosa e ponto de venda.

Minha lista:

  • Convidar sempre meus Amigos Artistas e família. Eles me enchem de alegria.
  • Convidar sempre pelo menos dez pessoas simpatizantes e apreciadores de Arte. Esforçar-me para encontrar estas pessoas. E acharei.
  • Participar preferencialmente de Vernissages produzidas por grupos de Artistas onde eles mesmos façam a curadoria.
  • Durante a vernissage, trabalhar naturalmente focada em venda. Com os simpatizantes e apreciadores de arte.
  • Vender sem ficar falando no meu trabalho. Mas sim no que o cliente ganha ao adquirir uma Obra.
  • Ficar feliz ( ou não me importar) se meu convidado apreciador adquirir a Obra de outro Artista da exposição. Afinal, pode dar-se o mesmo comigo e outro convidado de um colega.

Como eu sempre digo, uma cabeça sozinha não pensa direito. Somos muitos e realmente estou interessada em saber a sua opinião, nos comentários do post aqui mesmo no blog (não no face, aqui é mais adequado)

Acredito que juntos possamos vender mais. Invertermos este modelo em que pagamos para trabalhar e saímos felizes de uma Vernissage para imediatamente perceber que nada recebemos em troca.

Volto a dizer que há curadores sérios SIM. Mesmo assim, só saberemos reconhecê-los, quando nós mesmos soubermos a diferença entre exibir um trabalho e mostrar um para vendê-lo. Façamos a nossa lição, começando por nós. NÓS SOMOS CAPAZES!

Boas Artes!

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