(Foto de Patrícia Amato)

Perto de onde eu moro existe um santuário. E vou lá sempre para rezar, para agradecer, para pedir bençãos e me abastecer de boas vibrações. E aproveito para fotografar. Lá é cheio de silêncio e de ar. Neste dia, eu peguei esta planta seca e coloquei em cima de uma mesa de cimento. Olhei bem. E vi tudo. A luz, a sombra, o sol batendo. Registrei e trouxe para nós.

Esta imagem simples e linda me mostrou que a luz acompanha a sombra, mesmo durante um dia bem bonito. E assim é a vida, cheia de nuances. Pois viver não teria a menor graça se o cenário fosse insípido.

2017 começou. E cheio de esperanças, cá estamos nós trabalhando com força total. O mundo está turbulento, o Brasil também. E a menos que mudemos nosso comportamento político nas urnas e nas ruas, o jeito agora é usar a nossa força no trabalho. Colocar nossa raça como uma mola propulsora a nossa favor e botar para quebrar.

Crise?! Sim, quantas já passamos antes? E aí, vamos deixar de ser Artistas e de acreditar que podemos vender por conta disso? Não meus caros colegas, não!

Há sol e sombra todos os dias. Todos. E haverá sempre. E há momentos de trovões e tempestades. Mas nada, nadinha fará com que nós deixemos de ser o que somos e de produzir a nossa Arte Essencial. Todo Artista tem uma missão de vida. Levamos esperança e um pouco de brilho para as casas das pessoas que precisam do Belo, de uma ideia que as instigue, que as faça pensar no diferente, que as tirem do modelo padrão industrializado da fábrica de humanos.

Sigamos em frente. O Sol nasceu para todos. Mesmo que ele esteja queimando demais a nossa pele.

Boas Artes!

 

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