Assim dizia ( e fazia) Leonardo da Vinci. É dele a célebre frase “Quem pouco pensa, muito erra”. Para um gênio como ele, que deve ter errado um pouco, mas acertado bastante, pensou muito acima da média de qualquer simples mortal em pleno início do século XVI.

Eu acredito em Da Vinci como um ser de muita luz. Mais do que um Artista. Uma inteligência suprema das ciências humanas, biológicas e exatas. Conhecido também por não terminar muito de seus engenhos, imagino como deveria ser para um único ser lidar com tantas ideias ao mesmo tempo e a impossibilidade de execução. Fisicamente aprisionado na impossibilidade física de seu corpo de fazer tudo o que sua mente brilhante mostrava , e intelectual de explicar e fazer-se entender nos idos 1516-1520 para obter ajuda, deveria ser angustiante terminar a execução de suas obras.

Se hoje, nós normais não terminamos muitas de nossas Obras, imagina ele!

Dormia pouco, pensava muito. E achava meios de fazer seu tempo render. Falando de sua pintura, a do meio, sua Leda e o Cisne, até hoje é uma das mais relidas pelos artistas. A primeira, parte de ‘Anunciação”, linda obra da renascença. Sutil, virginal e de uma delicadeza suprema.

Recentemente assisti a uma série inglesa sobre Da Vinci, uma ficção. Muito interessante e que explorava muito o lado dos sinais que ele hipoteticamente teria deixado em suas obras. Talvez , não tão hipoteticamente assim. Tirando todo a fantasia, achei interessante e o que é inquestionável é que ele realmente levou a humanidade a outro nível com suas invenções.

Gostaria de levar dele pelo menos o recado de pensar mais para errar menos. E com minha humildade, finalizar meus trabalhos. Realizar mais, fazer o meu melhor dentro daquilo que me é possível. E claro, um dia reler A Leda e O Cisne.

Que o seu tempo possa render mais. Com menos erros e mais prazer.

Boas Artes!

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