Hoje recebi um contato daqueles. “Oi Patrícia, sou amigX de fulano de tal, me passa seu whats up que gostaria de falar de com você”. Assim, seco. Já senti cheiro de alguém querendo vender exposição ou catálogo. E lembrei das memes. “Logo eu, que sou a rainha do venda-sua-arte-você-mesmo”. Meu sangue ferveu.

Mas antes que eu mandasse a pessoa tomar bem lá num lugar escuro, enrugado- marrom bombom, eu respirei.  E simplesmente perguntei. De que se trata? Este é meu contato oficial, por favor, fale por aqui. (era o messanger).

Ah, não deu outra, né. “É sobre o catálogo Y, gostaria de saber se você tem interesse e blá, blá… O resto vocês já conhecem bem. Já mandei a resposta direta. “Entendo. Preciso dizer que não participo de nada pago. Nem de exposições ou catálogos. É uma questão de princípios e do que acredito. Bom trabalho.” O Outro lado ficou mudo.

E olha, quem for meu amigo, por favor não me indique a ninguém que queira me vender exposições ou catálogos. Faça melhor, reblogue ou compartilhe meus artigos que ajudem os Artistas a como fazerem seus grupos por eles mesmos, onde não precisem pagar a curadores nem a ninguém.

O Bom disto ter acontecido é que me inspirou a escrever hoje e transformar minha raiva numa energia melhor. Eu realmente prefiro investir meu tempo ajudando meus colegas a colocar a cabeça para pensar em sua própria venda.

Sobre catálogos. Acho bom que façam o seu próprio. O seu, entenderam? Não caiam no conto dos catálogos internacionais. Que serão distribuídos no exterior, para colecionadores e em galerias. Acabam todos eles no lixo. Poupe seus recursos. Faça você o seu. Tire boas fotos. Monte no Corel Draw ou num software de edição, não faltam amigos da Arte que vieram de editoras. Eu conheço um bárbaro, o Sergio Grecu. Produza um catálogo que você mesmo possa distribuir em mãos das galerias que você acha que deve. E note a reação deles. Você se surpreenderá, sabe porque?

Porque uma parte delas, não todas, mas uma parte delas também precisa que você pague para expor lá. Algumas valem a pena, pois vendem e muito. Outras não, de jeito nenhum.

Então, cuidado, principalmente os mais novos no mercado. Eu já conversei com alguns galeristas que me contam da pilha de catálogos que vão para o lixo.

Pense direitinho, ok?!

Boas Artes!

 

 

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