“Meu nome é Muhammad Baker, tenho 38 anos, nasci em Catanduva, no interior de São Paulo. Tive contato com artes muito cedo, tendo meu avô Abder Rahman Baker e minha mãe Mariam Baker, como principais incentivadores.”
Assim começa meu bate papo com Muhammad. Já o conheço há uns dois anos quando ele lecionava Escultura e Modelagem no Templo Da Arte, no Ipiranga. Lá, eu e Mohammad combinamos pelo menos umas duas exposições das quais pude participar como convidada com mais artistas. Hoje, ele tem seu próprio atelier.
Talentosíssimo Artista, a escultura hoje é sua mola propulsura. Aqui ele nos conta um pouco de sua trajetória e como ministra seus Workshops. Confira.
ANV.: Como a arte entrou na sua vida?
MB: No início, lá pelos meus 7 anos de idade, minha mãe já notava meu grande interesse pelas artes e se prontificou a procurar um caminho. O primeiro caminho foi falar com um professor bastante conhecido em Catanduva, o Sr. Luís Dotto, que no momento aconselhou minha mãe aguardar mais alguns anos, para que fosse uma vontade somente minha, enfim, continuei rabiscando em casa mesmo. Em 1988, assim que minha mãe se formou em Letras em Catanduva, conseguiu passar em um concurso Público Estadual e foi morar em Franco da Rocha, onde tive as primeiras experiências artisticas, no sentido de cursos e exposições. Lá, conhecemos o amigo Pedro Quintanilha, que, foi e ainda é um grande incentivador artistico da região, deu muitos conselhos e aprendi a arte de Montagem Expográfica. Aos 14 anos, minha mãe me matriculou na Escola Panamericana de Arte, onde estudei por 1 ano e me abriu as portas para o mundo do desenho e da pintura.
ANV: A Arte entrou na sua vida de várias formas. Fale da música e o que ela representa para você.
MB: Nesta mesma época, também comecei a tocar corneta na fanfarra do Befama, o que me ajudou muito em relação a minha busca artística . Minha mãe, como grande incentivadora, me comprou também um violão, nem me lembro a idade neste momento, mas foi em meados dos anos 90. Não busquei me profissionalizar em música, mas desde então, em minha vida, pude levar a música como uma linda companheira de estrada. Para não falar que não utilizei a música em minha vida, toco desde 1999 em uma Banda de Blues, teclado e
violão.
ANV: Eu te conheci num convite para expor no Templo da Arte onde vc trabalhava com restauro. Como as exposições entraram em sua vida?
MB: Passados alguns anos, comecei a trabalhar com montagens de exposições de arte com um grupo de artistas de Franco da Rocha, tendo como Mestre o nosso amigo Pedro Quintanilha. Já com alguma experiência, passei a montar Bienal, onde pude ter contato direto com obras de arte e foi onde me interessei pela conservação e restauração de bens artísticos.
ANV: E as esculturas que hoje são a sua marca. Como tudo começou?
MB: Sempre buscando melhorar meu trabalho, passei a ensinar o que eu sabia em alguns projetos sociais e acabei por me entregar às artes de uma maneira mais consciente, buscando cursos e workshops para me aprimorar em minhas técnicas. No final dos anos 90, comecei a trabalhar mais intensivamente com esculturas, montei meu atelier no fundo de casa e juntamente com um grande artista, o amigo Jorge Ferreira Leite, mais conhecido como J.Slide, começamos a trabalhar com miniaturas de H.Q. Foi nesta época que me formei na escultura e aprendi muito com ele. No ano de 2005, consegui uma vaga no Curso Técnico em Museu, onde pude entender melhor uma obra de arte , o que me levou a buscar o Centro Técnico Templo da Arte. Estudei Conservação e Restauro em Pintura de Cavalete e Obras de Arte sobre Papel. Passei a trabalhar com Conservação e Restauro no próprio Centro Técnico que estudei, fiz aulas de fotografia voltada para acervos artísticos, tanto no Templo de Arte, quanto na USP.
 Buscando sempre uma reciclagem, estudei um tempo no Atelier do Artista Newton Santana, onde consegui extrair ao máximo minha potencialidade na escultura. Grande Mestre Newton Santana!
ANV.: Como vc se define como artista?
MB: Sou uma pessoa inquieta, me interesso por quase tudo que vejo, se eu gostar, quero aprender. E foi assim que descobri a escultura sacra. Fiz um curso no Templo da Arte com o Mestre Santeiro Netinho de Tracunhaêm, onde aprendi que as possibilidades das esculturas são infinitas, que as formas, os temas e as dimensões vão além de todas as expectativas. De uma sensibilidade ímpar, o Mestre Netinho me ensinou em poucas aulas, algo que levarei por toda a minha vida.
ANV. Você leciona. Onde fica seu atelier e quais cursos você oferece?
MB: . A melhor maneira que encontrei para que toda esta jornada de vida tivesse algum sentido, foi pensar em repassar estes conhecimentos de uma forma simples e concreta.
Hoje, meu Atelier fica na Serra da Cantareira, com uma estrutura grande e em um ambiente propício para quem busca aprender em meio a natureza, com paz, tranquilidade, ouvindo os pássaros, diversas opções de arte.
São Oficinas Temáticas ou não, Oficinas de Arte Sacra, Santos, Cenas, Oratórios, Corpo Humano e ainda, quem procura aprender fotografia de uma forma simples e eficaz. São Oficinas ministradas em finais de semana e semanal. O atelier oferece alojamento e todo o material é incluso no investimento.
Para conhecer o Atelier ou para maiores informações sobre cursos e oficinas, atendo pelo Whatsapp: 11 959669797 ou pela página no Facebook:
https://www.facebook.com/artesmuhammadbaker/, e pelo telefone 11 4485 4298.
O Atelier fica na Estrada dos Sitiantes, 800, Parque Petrópolis, Mairiporã -SP, na Serra da Cantareira.

O Artista Mohammad Baker aguarda sua visita em seu atelier. (as fotos acima são deste maravilhoso lugar). Espero que curtam. Boas Artes!

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