Conversei com Flávio Martins pois quando vi seus quadros um nome veio à minha mente: Pollock. Mas de um jeito singular, único e brasileiro. E o que mais me intrigou, ele me disse que não segue um único estilo, que não consegue. Ah, como te entendo Flávio!

Vocês verão o conteúdo artístico dele. BRILHANTE. Bem Vindo ao artenavida Flávio Martins! Acompanhe.

ANV: Oi Flávio. Apresente-se e conte como tudo começou.

FM: Meu nome é Flávio Martins, sou Artista Plástico Brasileiro residente em São Paulo, nascido em 04 de outubro de 1958. Foi a partir de 2012 que voltei a me dedicar às artes abstratas. Bem antes deste ano,  apenas pintava por pintar sem interesse na divulgação dos meus poucos trabalhos. Em 1980, conheci os trabalhos de Jackson Pollock que mudaram completamente minha visão de arte abstrata e desde aí tentei por vezes incontáveis criar algum padrão próprio mas sempre me baseando na inspiração de Pollock

FM: Por fim, já em 2012, criei um tema a que chamei  de “Fragmentação”. Que representa a inesgotável ação para a destruição e renovação das coisas de um modo geral. Foi um momento de muita produção, onde a vibração das cores quentes chamaram a atenção do crítico de artes Emmanuel  Massarani. A partir dessa avaliação feita pelo Sr Massarani iniciei minhas primeiras exposições.

 

ANV: Você me disse que não gosta de ficar preso a um estilo único. Eu também não e acho que isso é saudável para o artista. Fale como é isso para você.

FM:  Ano 2014 foi o inicio de uma  segunda fase onde a inspiração do pintor alemão Gerard Richter me levou por  imprimir agressividade e alegria em minhas obras. É viva a prospecção de cores onde fica claro a intenção de materializar o constante construir e desconstruir de tudo, mas essa empolgação durou pouco. Com o passar do tempo percebi que não gostava de ficar preso a um único estilo, me vi um artista livre sem compromisso com linhas ou formas, o que era vibrante num momento poderia se transformar em algo profundo e reflexivo em outro e vice e versa. São como personalidades que se revesam a cada pintura.

ANV.: Sobre sua carreira e Exposições. Conte um pouco.

FM: Fiz algumas exposições individuais, e participei de outras coletivas, mas nunca me dediquei muito, sempre fui muto preguiçoso no que se refere a burocracia das coisas para que essas coisas aconteçam. Nunca ganhei nenhum prêmio, mas já vendi muitas obras. Em 2016 me inscrevi no Quarto Soal, foi tudo muito rápido, em menos de 30 minutos fiz a inscrição e toda essa descomplicação me deixou apaixonado. O mais importante de tudo foi que uma de minhas obras inscritas foi aceita para exposição.

ANV.: E sobre técnicas. Como você pinta? Como é seu processo?

FM: Raramente pinto em tela já esticada no chassi, prefiro o tecido solto sobre a mesa ou mesmo sobre o chão ou então esticado na parede. Tintas acrílicas aplicadas com espátulas de silicone, a ideia é esticar a tinta sobre o tecido forçando a espátula para captar as imperfeições da superfície onde o tecido está esticado e com isso os resultados sempre serão uma incógnita e o processo somente para quando sinto satisfação, é nesse momento que eu compreendo que a obra está pronta, não sei se o resultado falará algo aos demais, não me importo com isso desde que eu esteja satisfeito.

 

ANV: O que  é ser artista Na sua Opinião?

FM: Ser artista para mim é um caminho que traz mais frustrações que alegrias, seria maravilhoso se eu ficasse satisfeito com todas as minhas projeções artísticas, mas já iniciei muito trabalho que nunca chegou ao fim, telas que foram abandonadas, empilhadas e algumas foram pro lixo porque não suportava olhar pra elas. Coisas que me deixavam bastante angustiado. Por mais que eu me esforce, vez ou outra perco o rumo e não tem como retornar. As vezes a revolta é tamanha que fico doente e quero desistir da pintura. Fico semanas sem pintar, até que vem alguma inspiração ou alguma coisa que eu goste.

Uma pausa aqui. Você, que assim como Flávio  e eu também é artista. Consegue sentir o que ele sente?  Acho que ele descreveu EXATAMENTE a dor da grande maioria de nós…

ANV: O que é Arte para você?

FM: Vejo muitas pessoas da área tentando dar um significado à palavra arte, mas eu não consigo, não sei dizer o que seja arte com o vocabulário terreno. Seria como um religioso tentar explicar Deus ou um poeta definir o que seja o amor. Ao meu ver, tudo o que se fala sobre definição de arte são apenas conjecturas individuais ou um devaneio sem longo alcance. Arte é Arte, Deus é Deus e o Amor é Amor, todos sem necessidade ou capacidade humana para definição.

Flávio Martins, Obrigada por sua entrevista. Se você pudesse me ver agora, eu estaria em pé te aplaudindo. Você é uma pessoa de muito contéudo, um Artista Nato, um ser humano especial e sabe o que quer dizer. O Artista que sempre procura algo, é aquele que também vai produzir a melhor arte até o fim de seu dias.

Para adquirir os trabalhos de Flávio Martins:

flaviomartinsabstratos@gmail.com Facebook – Flávio Martins (11) 942504030.

Boas Artes!

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