(Foto de Patrícia Amato)

Passamos dias de muita chuva por aqui. Quando saiu este Sol, corri para fotografar antes que o danado se escondesse novamente. Depois pensei: “Que Besta. Parece que nunca vi sol na Minha vida”.

Incrível a falta que um dia azul faz depois de tantos dias cinzas. Por isso que em certos países mais nublados, o humor das pessoas também segue o clima. Impossível não ser afetado pelas cores e pela doce temperatura do Sol. A doce né, não aquele ardido que faz mal, convenhamos. Equilíbrio é fundamental.

Sou uma Artista do dia, sempre fui. Minhas cores trabalham melhor com o sol. A noite gosto mais de desenhar e escrever. Já repararam como o Sol mostra as cores com todo o seu brilho? Quantos verdes podem existir numa mesma planta sob a luz do sol?

Um excelente exercício pata nós artistas é a observação das cores nas várias horas do dia. De manhã cedo. Vale a pena um dia acordar bem cedinho só para fazer isto. E fotografar. Ver como se portam as plantas, prédios, calçadas sob a luz das 06 da manhã.

Depois, repetir o mesmo exercício, nas mesmas poses, às 12h. Depois igualmente às 17h ou 18h, perto do sol se por. E comparar tons e cores.

Lembro que eu fazia isto constantemente e ainda faço, um pouco menos agora. Mas fazia muito. Quantos tons aprendi a matizar com esta observação. E eu trabalhava em escritório, mas sempre dava o meu jeito de sair para fotografar ao acordar, na hora do almoço e depois às 18h, mesmo quando eu voltava para o escritório e ficava até às tantas. ( não tenho nenhuma saudades não, só das fotos e do maridão que era meu namorado, rsrs).

Então, fica este delicioso exercício de observação. Vamos lá!

E Boas Artes!

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