(Foto de Patrícia Amato)

Essa flor veio de graça para mim. De repente, uma muda verdinha fez-se grande e próspera, bem na frente do atelier. Aliás, é sempre lá que estas coisas acontecem. Uma muda forte. A estrutura da planta lembrava a de uma orquídea Cimbidium (fiz orquidofilia por dois anos), mas não era uma orquídea. Eu ganhei esta prima das orquídeas, provavelmente de uma das rolinhas ou dos sabiás que frequentam o meu jardim. Não sei seu nome, mas não tem importância.

Tem coisas na nossa vida que são assim. Presentes divinos. Verdadeiras riquezas, que vem em abundância sem sabermos muito bem quem trouxe e qual o motivo. É preciso estar atento para não cair na armadilha de olhar sem ver. Esta flor fica aberta somente por um dia. Eu corri para fotografar. Ainda bem! No outro dia já tinha outra, e outra, mas esta da foto, não mais.

As oportunidades, muitas delas, são assim. São efêmeras, ou agarramos ou já era. Nem todas conseguimos pegar, simplesmente porque não vemos.  E depois nos queixamos: “ah, mas está difícil”. Verdade, ninguém está dizendo o contrário. Mas, todos os dias eu tenho demostrações na minha cara (e acho que você também) de como Deus é bom, de como temos riqueza em nossas vidas e acima de tudo, de como preciso estar atenta. E VER! Não apenas olhar, mas enxergar.

Esta plantinha, meu amigo Zé (já falei dele aqui), ele me disse assim, meio do nada, quando ela saiu. “Patrícia, Deus falou comigo agora. Esta flô veio e não foi só para você. É para você mostrar ela a todo mundo. Ela é muito linda. Ponha ela numa arte sua, porque ela é especial”. Obrigada, Zé. Meu amigo, querido. Comecei hoje, aqui no artenavida. Agora só falta colocar ela numa Obra, bem especial.

Que possamos todos começar a enxergar as possibilidades à nossa frente!

Boas Artes!

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