Esta mulher fascinante, nasceu em 06 de julho de 1907, na Cidade do México. Uma guerreira. Aos 06 anos de idade, contraiu poliomelite.  A Polio lhe deixou uma sequela no pé direito e com isso ganhou o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). Usava calças, depois longas e lindíssimas saias, que se tornaram uma de suas marcas pessoais.

As sobrancelhas, praticamente juntas era outra marca forte. A poliomelite foi apenas a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao longo da vida. A vida de Frida foi dura em termos de saúde. Sofreu um acidente sério aos dezoite anos de idade. Ela estava num bonde que chocou-se com um trem. O pára-choque de um dos veículos perfurou as costas de Frida causando-lhe fratura pélvica e hemorragia. Ela ficou muitos meses entre a vida e a morte no hospital, teve que operar diversas partes e reconstruir por inteiro seu corpo, que estava todo perfurado. Imagine tudo isso com a medicina de 1925.

Devido a todas estas lesões e operações, Frida teve que usar coletes ortopédicos diversos e ela chegou a pintar alguns deles (como o colete de gesso da tela ” A Coluna Partida”‘).

E foi durante seu período de repouso que começou a pintar. Usou uma caixa de tintas de seu pai e um cavalete adaptado à cama. Assim como muitos Artistas, Frida encontrou na Arte uma terapia complementar para sua cura.

Em 1928 conheceu Diego Rivera, quando entrou no Partido Comunista. No ano seguinte, eles de casaram. Diego teve influência nas cores de Frida, como não poderia deixar de ser entre os seres que se amam. As cores dela passaram a ser mais simples e seu estilo mais naiff. Na sua Arte, Frida pintava seus sentimentos e acontecimentos de sua vida. E pintava também com certa frequencia a cultura de seu país, adotando temas da arte popular e folclore mexicanos.

O Casamento dom Diego Rivera foi bem tumultuado. Os dois tinham temperamentos fortes. Diego era conhecido por seus casos extraconjugais e Frida os teve também. No caso dela, era bissexual e Diego aceitava que ela se relacionasse com mulheres. Diego manteve um caso com a irmão mais nova de Frida e quando ela descobriu, o casamento dos dois terminou.

Em 1940, os dois ficaram juntos novamente. Frida teve uma triste história com vários abortos, divido ao acidente que teve e que perfurou seu útero. Tentou diversas vezes o suicídio com facas e martelos. Uma tristeza.

Ela morreu em 13 de julho de 1954, após uma forte pneumonia. Mas, não é descartada a possibilidade de uma overdose por medicamentos.  A última anotação em seu diário, que diz “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar – Frida”, permite a hipótese de suicídio.

 

Seu corpo foi cremado, e suas cinzas encontram-se depositadas em uma urna em sua antiga casa, hoje Museu Frida Kahlo.

Ainda não conheço a Casinha de Frida, mas irei um dia. Vi seu filme muitas vezes, mas não traz o requinte de detalhes que encontrei nos livros sobre ela. Uma guerreira, como eu disse no começo. Caetano Veloso canta a música Burn It Blue, do filme sobre Frida. Linda! Termino aqui, deixando o link para escutar essa linda canção!para ouvir, clique aqui

Boas Artes!

referências bibliográficas:

  1. A Biography of Frida Kahlo. Nova York: HarperCollins, 1983. ISBN 978-0060085896
  2. Ir para cima «Frida Kahlo». Smithsonian.com. Consultado em 18 de fevereiro de 2008
  3. Ir para cima Herrera, Hayden. A Biography of Frida Kahlo. Nova York: HarperCollins, 1983. p. 5. ISBN 978-0060085896
  4. Ir para cima Ronnen, Meir (20 de abril de 2006). «Frida Kahlo’s father wasn’t Jewish after all». The Jerusalem Post. Consultado em 2 de setembro de 2009

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