(Foto de Patrícia Amato – série Rupturas)

Frequentemente me pergunto, o que virá depois da Arte Contemporânea. Acho tudo tão chato. Não a Arte Contemporânea em si, mas os modelos em que estamos inseridos. Esta coisa de julgamentos, sabe?! Salão de Arte Contemporânea, Salão de Arte X ou Y – Quem faz isto ou aquilo é atual, quem não faz é ultrapassado. Aham. Quem foi que disse isso? E quem acreditou?

Arte é Arte. Quem somos nós para ficar rotulando Arte? Pior, rotulando Artistas, como se fôssemos capazes de julgar este melhor do que aquele. Somos mesmo? Sim, tem gente que acredita ser capaz e faz isso. Mas eu tenho dúvidas. Afinal, somos apenas humanos e é difícil demais desvestir-mo-nos de nossas vaidades, caprichos, do próprio ego e dos afetos na hora de julgar os colegas de profissão. Não acho que juízes sejam vilões. Acho apenas que são seres humanos, assim como eu e você, capazes de cometer equívocos diariamente.

Que tal  começarmos a mudar aos poucos, deixando por exemplo de rotular a nós mesmos?Eu não me considerarei mais, a partir de agora, uma Artista com uma linha Surrealista e outra Contemporânea com fazia até ontem. A partir de já, considero-me uma Artista com artenavida. Livre. Meu estilo é meu, único e intransferível. Onde está escrito que deve ser diferente? E se estiver, também reescrevo minha história, ela é MINHA!

Rompo com rótulos. Rompo com o tempo. Rompo com o que se chama de Arte Contemporânea, mas não desrespeito Arte alguma. Ao contrário, respeito todas. Se você quer fazer retratos, quer pintar naturezas, paisagens, abstrações, histórias surreais, Artes reais ou hiperreais, não importa! O que importa é que saiba por favor, que mensagem quer passar com sua Arte.

Chega! Viva a Arte Livre! Artenavida!

Boas Artes!

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