“A cada escolha, corresponde uma renúncia.” Esta frase que ouvi certa vez, é de uma sabedoria cirúrgica. E gosto dela, muito. Gosto principalmente de ter o poder de escolha. Porque somos donos da própria vida. Corremos riscos desde o primeiro segundo que nascemos. Cabe a nós deixar a vida nos levar ou levar a vida que queremos. Eu sou do tipo que  prefere a segunda opção e paga o preço por isso. Mas é fantástico.

O maior benefício de levar a vida que se quer, é ser uma pessoa livre. Isto é de um poder pessoal incrível. Mas tem um preço alto também.

Posso escolher os temas que quero pintar, as pessoas que quero perto de mim, o casamento que quero para minha vida, as relações que quero afastar, os estilos de pintura que quero desenvolver, os lugares onde trabalhar, as brigas que quero comprar. E cada escolha dessas tem a sua renúncia.

Tem uma outra coisa bem boa nisso tudo: se você tem perfil de liderança ( e você pode descobrir que tem), vai adorar escolher os riscos que quer correr. E vai detestar ser vítima das circunstâncias. Portanto, é muito melhor comandar a própria vida e peitar os desafios que ela te envia do que se fazer de coitado: “ah, fulano está fazendo isso. Ah, mas eu queria tanto e não consegui. Ah, mas me fizeram tal coisa. Ah, me deixaram de lado.”

Todos temos momentos de tristeza, claro. Isto é natural. E sim, todos ficamos chateados quando nos sentimos preteridos por algo ou por alguém, quando um relacionamento termina, quando somos traídos pelo nosso amor, quando perdemos alguém querido. Isso é outra coisa. Não temos controle sobre estas situações. Mas, ainda assim, podemos escolher passar pelas situações difíceis ou pelos nossos lutos de uma maneira digna. Sofrer sim, mas escolher motivos que nos ajudem levantar aos poucos, na medida do possível.

Agora, há coisas na vida que são menores, corriqueiras e sinceramente, ou aprendemos a lidar com elas ou viveremos sofrendo como vítimas do próprio ego.  Se alguém faz uma festa de casamento e chama os familiares por exemplo e alguns amigos mais íntimos e  você não foi chamado, não fique triste. Não significa que você não seja querido e não seja amigo. Pode ser que o orçamento tenha sido limitado, pode ser que os pais dos noivos precisaram chamar seus amigos também e junte-se a isso o orçamento limitado. A vida tem dessas coisas. Lidar com isso, requer maturidade e uma boa dose de domínio do próprio ego. Sei bem como é, também passo por isso muitas vezes. E como! Somos todos iguais.

Nas situações mais difíceis, não esquecer que a Arte é sempre uma grande companheira nos momentos delicados de nossa vida. Ela nos ajuda a levantar de depressões, de dores físicas ou psicológicas e até a sair de situações em que nos sentimos incapazes de tomar uma decisão. O pincel é das armas mais fortes que conheço. Acredito que somos todos fadados ao sucesso. Apenas não nos contaram isso. Agora que você já sabe, sacuda-se e siga em frente. Todos temos o direito de brilhar. Todos.

Não está feliz com sua Arte? Procure um amigo que possa te dar umas dicas. Está triste porque  não tem um grupo de artistas? Monte um. Está chateado porque seus amigos não te chamaram para algo? Converse com eles.

E escolher se aproximar do amigo que sempre esteve perto, ou ao menos, escolher não destilar sua raiva sem propósito, é renunciar ao próprio ego. Uma excelente, nobre e edificante renúncia.

Boas Artes!

 

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