Artistas que Criticam Artistas é das coisas mais tristes que conheço. Começo o texto de hoje, dividindo-o em três partes didáticas

  • Nós Artistas, precisamos de compaixão.

Primeiro e mais importante: a de você com você mesmo. Permitir-se errar, estudar e encontrar caminhos inexplorados. Encontrar o próprio traço, as várias formas que quer mostrar mostrar sua Arte. Quer Pintar? Quer Fotografar, esculpir? Pintar vários estilos? Faça tudo o que quiser e seja livre. Artista e Liberdade são palavras que combinam tão bem que deveriam ser sinônimos.

  • Compaixão para com outros artistas.

Antes de explicar, vou fazer uma pergunta: Você Artista, já se pegou pensando em fazer uma Obra para outros Artistas ao invés de fazê-la para si mesmo ou para seu público?

Os que conhecem-se bem  responderão sim. Os que responderam não, convido-os a repensar. Van Gogh, Monet, Paul Gauguin (só para citar alguns), cansaram de quebrar e colocar fogo atormentadamente em suas Obras mal compreendidas por outros artistas, críticos de arte(?) e marchands. Às vezes, nem terminavam as obras, sequer mostravam-nas e sofriam, só de pensar na reação deles. E acabavam com elas.

Volto a perguntar: Você Artista, já se pegou pensando em fazer uma Obra para outros Artistas ao invés de si mesmo ou para seu público? Já se pegou pensando na reação dos seus amigos numa exposição sobre a sua Obra?

Agora volto ao assunto compaixão: provavelmente, todos nós, consciente ou inconscientemente, SIM. Nos preocupamos. Sobre ter compaixão, acho importante quebrarmos o ciclo maldoso de críticas de artistas para com outros Artistas. Quando criticamos, nos tornamos menores. Ele é seu colega. Deixe-o evoluir. Se quiser dar uns toques, fale com ele mas não sobre ele com outros. Muito menos faça piadas jocosas sobre ele ou sua Obra, ele certamente ficará sabendo. Comece a quebra deste ciclo maldoso por você mesmo. E tudo será melhor.

Artistas não devem falar mal de Artistas. Somos uma classe que precisa se unir e se ajudar. Fico muito triste quando vejo e ouço críticas de quem se julga “Michelangelo” quando na verdade, é somente mais um de nós. Nem melhor, nem pior. Apenas com mais estrada. Mais nada. Nada mesmo. Que triste, né?!

  • Finalmente, a esperança.

Quando quebramos o ciclo ruim de falar mal uns dos outros, sobra tempo e espaço para criar tudo o que somos capazes. Na verdade, quando paramos nós mesmos de nos preocupar com o que outro pensa de nossos trabalhos, é uma grande libertação. Independente do que o outro pense. E enfim, passamos a criar o que amamos sem medo de julgamentos. Criamos também para o nosso público que compra de nós.

Estudar sempre, evoluir sempre. Buscar novas técnicas. Isso é ir para frente. Ninguém tira de nós.

Boas Artes!

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