(Foto de Patrícia Amato)

Vivo postando aqui no artenavida, assuntos sobre quebra de modelos desgastados nas Artes. Seja sobre a Arte Contemporânea que está tão chata com essa coisa de que tudo pode em nome da arte, seja dos curadores auto-intitulados e que cobram exorbitantes quantias (principalmente dos mais novos artistas), seja dos artistas que falam mal de outros artistas (egocentrismo).

Hoje tive um sopro de ar fresco ao ler na página da revista Bravo no face, a matéria da Folha de São Paulo sobre o novo Curador da próxima Bienal de São Paulo. O nome dele é Gabriel Perez Barreiro e já começou causando alvoroços positivos.

Para começar, ele não quer tema pré-definido na próxima bienal. E também acha que o tamanho do pavilhão é assustador, que causa um embaraço ao expectador “ter de olhar” aquele tamanho todo de Obras por todos os andares do prédio. Ponto para ele que pensa do ponto de vista do expectador. É verdade, ninguém aguenta andar tanto, parando para ver além de olhar o que uma Obra de Arte merece.  Mil pontos para ele!

E o melhor de tudo: ele valoriza os afetos! Quando li isso, ele ganhou meu coração, literalmente. Sim, o que seria da arte sem os sentimentos, afinal? E do Artista?!

Está mais do que na hora de pararmos com essa coisa chatérrima de que Arte é somente coisa intelectual e conceitual. Arte pode ser algo intelectual, conceitual e pode ser também beleza, cor, movimento, sentimento. Se o Artista puder expressar o que sente tanto mais sua arte tocará as pessoas. Os grandes escritores são viscerais. Por quais motivos seria diferente com as Artes Visuais?

Então querido Artista, SINTA! E principalmente, solte-se! Mais do que isso, liberte-se! Não esquecendo de que a maior liberdade de todas é a auto-apreciação. Ame-se de forma conectada com o divino, não de forma egoísta. Isso inclui amar aos outros artistas e apreciar as criações deles, que não serão iguais às suas. E nem devem ser. Cada um pensa e sente de um jeito e é por isso que o mundo é tão mais bacana de ser visto e vivido! Não fale mal do trabalho alheio e assim ninguém falará mal do seu. É um ciclo positivo que deve começar pela sua mente e pela sua boca. Seja LIVRE!

E vamos esperar por uma BIENAL melhor. Nós merecemos. De verdade, torço por Gabriel Perez Barreiro e por mais Artistas que tenham a coragem de desafiar padrões. Não espero a maior transformação de todas as  Bienais, eu sou realista. Não dá tempo de mudar um modelo consolidado de forma brutal em apenas dois anos. Mas o fato de ter alguém que pense diferente, é um grande e maravilhoso começo. Viva!

Boas Artes!

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