(Foto de Patrícia Amato)

“O protagonismo do curador está chegando ao fim”. Pérez Barreiro diz isso evocando as primeiras bienais, que foram organizadas por intelectuais e artistas, não por curadores, quase sempre dispostos a eclipsar quem cria obras de arte.Chegamos a um ponto de saturação em termos de curadoria. ” Da reportagem do Novo Curador da Bienal 2018, Gabriel Perez-Barreiro para o Estado de São Paulo em 07 de Abril, do qual me torno cada vez mais fã!

Escolhi as palavras de Gabriel Perez-Barreiro em sua entrevista para O Estado de São Paulo de 07 de Abril, para iniciar meu texto de hoje.

Sim Artistas amigos, é verdade. Chegamos mesmo a um ponto de saturação em termos de curadoria. Tenho muitos artigos que endossam este ponto de vista de Gabriel aqui no artenavida. É hora de nós, Artistas, desmitificarmos a figura do Curador.

No Grupo de Arte Artenavida, nós somos em três coordenadores e montaremos nossa primeira exposição.  Não significa que não precisemos estudar o espaço e desconhecer História da Arte, ao contrário. No nosso grupo, há 21 Artistas de primeira linha, com muita Experiência e Formação. Muitos deles já expuseram em vários países do mundo , alguns com experiência em Curadoria. Vamos usar o expertise deles. E surgiram idéias fantásticas, desde locais de exposição até formas de interpretar o que queremos.

O que quero dizer com isso é que 21 cabeças pensam melhor do que uma. E sinceramente, um Grupo  de Arte bem ouvido e escutado (há diferença sim), tende a ser bem montado. Aí a figura de um Curador de fora de Grupo, tende a ser desnecessária.

Sempre haverá a opção de uma Curadoria externa para um grupo de artistas. Ou para uma individual.   Lembre-se sempre que uma exposição ou projeto não deve ter o Curador como o ser principal. Nunca.

  • Em primeiro lugar vem o público, a quem estamos a serviço com nossa Arte. Ele deve ser o centro de tudo. Do contrário, deixamos de ser Artistas.
  • Em segundo lugar, vem o Artista. Aquele que se dedica através de sua Arte para passar uma mensagem honesta.
  • Em terceiro lugar vem o Curador. Aquele que deve ser contratado e remunerado para cuidar da exposição de acordo com as Obras e o espaço – uma equação que precisa ser muito bem resolvida. Aquele que também precisa pensar no Artista e o bem como conhecer seu portfólio. Aquele que deve pensar no público e em como humanamente é possível compreender e percorrer os espaços da exposição, bem como adquirir as Obras de Arte. E também é aquele que procura bons e ideais locais para a Mostra de Arte, além de público alvo e colecionadores.

E no dia do Vernissage, todos brilham. Todos. Por favor, nada de discursos de abertura chatérrimos. Ninguém aguenta mais e tornaram-se obsoletos. Pensem no público, por favor. Se houver uma abertura, que seja breve, 05 minutos e não se fala mais nisso. Ou um folheto. É mais democrático e instrutivo.

Sobre Grupos de Artistas. São uma tendência e há uma mágica sobre eles. Reúnem-se pessoal ou virtualmente com o objetivo de criar em prol de causas, não necessariamente de temas. São pessoas talentosas que acreditam poder passar uma mensagem uníssona e divulgar o seu trabalho. É muito poderoso. Pense em montar o seu e escolha artistas talentosos, uma boa causa e pensem juntos em COMO expressar a arte do grupo.

Com tantas iniciativas, dá para entender porque pessoas como Gabriel Perez-Barreiro conseguem ascender e trazer novos modelos “fora da caixa” envelhecida de padrões. Viva a chacoalhada merecida na Arte Contemporânea, que de Contemporânea não tem mais tanto assim.

 

Pela Arte Eterna, seja qual for o o seu novo nome. Tim-tim. Boas Artes!

 

 

Anúncios