(Obra “A Natureza Emergiu”, de Patrícia Amato)

Sempre me questionei se o que faço artisticamente tem alguma relevância. E pensei em desistir inúmeras vezes. Ora por que o mercado está difícil, ora porque não me encontrava, ora por não saber lidar com as críticas. Até perceber uma das coisas mais bacanas da vida. Que o que fazia sempre seria importante para alguém. No mínimo para mim. E certamente, para mais alguém.

E percebi também que desistir seria muito mais fácil do que enfrentar meus medos e perceber que as críticas de “outros artistas”, nem sempre são verdadeiras. A dos amigos, que gostam da gente de verdade, devem ser ouvidas. Como também dos profissionais que respeitamos verdadeiramente. O restante, é necessário filtrar.

Outra coisa muito legal foi sacar que no fundo, nós artistas queremos ser aceitos não somente pelo público, mas também queremos o respeito dos colegas. E isto é bom , claro, mas devemos tomar o cuidado com o limite em que isto pode tornar-se uma armadilha. Este limite acontece quando você se percebe pintando pensando demais sobre o que os colegas pensarão sobre sua Obra, ao invés de preocupar-se com a mensagem que quer passar. Aí, é hora de acender o sinal de alerta e voltar a centrar-se em sua Missão como Artista.

O Artista precisa saber ouvir. Em primeiro lugar, o próprio coração. Depois, ele precisa saber escolher em quem confiar. E somente aí, triar muito bem o que escuta e as reações que perceber sobre seu trabalho.

O público –  Eles são o principal termômetro de tudo. Podem não dizer nada, mas eles esboçam reações ao que percebem. Compram, não compram, mostram vontade de comprar mesmo quando não podem, demonstram se entendem a mensagem. E há ainda os Salões de Arte, também um grande termômetro de aprendizado.

Nossa Arte sempre será importante, mesmo que não esteja totalmente madura ou em plena fase de crescimento. Pois ela conta uma história de dedicação profissional de alguém que tenta se superar, que se expressa e que sente. E quanto mais seriamente levarmos nosso estudo artístico, mais firme será a história que contaremos sobre a própria trajetória artística.

Espero que você tenha muito sucesso e que escute sempre o seu coração. Boas Artes!

 

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