(Foto de Patrícia Amato,  do complexo da “Ducha de Prata”, Campos do Jordão)

Acho que já contei por aqui que foi no meio de uma crise de saúde que resolvi ser Artista em tempo integral. Esta crise começou no meio de uma viagem de férias para Campos do Jordão.

Não vou comentar agora o que eu tive (se quiser saber mais detalhes, tem um vídeo meu em que conto tudo, para ver  clique aqui) , mas sim na importância que um evento pode ter para um Artista.

Foi em Campos que resolvi ser Artista em tempo integral. Então, sempre que posso, tiro uns dias para voltar para cá e fotografar. E é daqui de Campos, que escrevo este artigo hoje. Estou em plena atividade de estudo artístico. E ao revisitar paisagens que já trabalhei artisticamente, fico imaginando o que farei a seguir com elas.

 

Fotos de um dia atrás de Patrícia Amato, do Labirinto do Jardim AMANTIKIR, Campos do Jordão.

As fotografias são a base da minha arte. Com elas construo colagens abstratas e que fazem sentido para mim, já que boa parte de minha pesquisa poética é focada no meio ambiente. Depois desenho o que enxergo destas colagens e quando gosto do resultado, pinto.

 

Fotos e Colagens de Patrícia Amato de um ano atrás,  do mesmo labirinto do Jardim Amantikir, Campos do Jordão.

Todos nós Artistas, passamos por fases em nossas carreiras. Mas sempre há alguns marcos importantes que interferem em nosso trabalho. É importante de tempo em tempo, revisitar o próprio trabalho e avaliar o que pode ser recomposto.

No meu caso, funciona voltar para alguns lugares importantes. Ás vezes fico dias fotografando, às vezes fico somente algumas horas. Não importa exatamente o tempo, mas sim a percepção de que o novo olhar para a mesma coisa, reavivou a essência de minha arte.

 

Fotos de Patrícia Amato – estudos de texturas vegetais.

Por exemplo: as obras de Felícia Leiner tem grande influência em minhas colagens e em meus desenhos. O Museu dela, fica em Campos do Jordão. Tem um momento em que as mesmas fotos não surtem em mim resultados bons. É aí que sinto necessidade de voltar e fotografar novos ângulos. Mas não é só isso. É renovar o olhar, perceber coisas que antes não percebia.

Fotos de Patrícia Amato – estudos de novos ângulos das esculturas de Felícia Leiner.

Também uso fotos do jardim da minha casa, em minhas colagens. Vira e mexe saio para fotografar de novo e de novo. O Jardim muda durante o ano e eu também. Não quero sempre as mesmas fotos. Há cores diferentes, texturas que vem e que vão com as estações.

 

Fotos de Patrícia Amato – Um pouco do meu jardim: uma helicônia que um dia existiu, uma abelha que um dia circulou por lá na roseira e uma trepadeira sapatinho cuja flor cai em dias.

E há ainda o prazer de descobrir novos jardins, novos espaços para fotografar. Sempre faço isso. Mas minha essência é revisitada sempre que  acredito ser hora de dar uma repaginada.

Fotos de Patrícia Amato, de uma parada na estrada de Petrópolis – RJ

Experimentar é preciso. Oxigenar as idéias faz um bem enorme ao Artista. E precisamos fazer isto sem medo. Desde que nossa essência esteja saudável, nosso estilo é impresso em cada Obra que criamos. Em todas as fases que entrarmos. De cabeça. Tchibum! Boas Artes!

 

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